EBD Casais_ Dia 20: Confrontos podem Ocorrer no Casamento. Prepare-se!

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Confrontos podem Ocorrer no Casamento. Prepare-se!

 

No caminho para se conseguir a intimidade, encontramos o conforto. Conforto pode ser um terrível problema ou uma oportunidade imperdível para crescer rumo a maturidade.

Paulo escreveu em 1 Coríntios 13.11 “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.”

Crianças não gostam de conforto. Crianças adotam atitudes como: “não brinco mais...” ou “... a bola então tem que ser do meu jeito.” Fugir do conforto é criancice. É sinal de imaturidade. Alguém uma vez disse: “Se você me ama, precisa me dizer a verdade. Quero seu amor e também quero a sua verdade. Ame-me tanto, que tenha a coragem para me dizer a verdade”.

Dizer a verdade em amor é o caminho para se chegar a relacionamentos acertados e maduros. O conforto em amor vê o conflito sob um ponto de vista especial. O conflito passa a ser encarado como natural e normal. Conflitos podem levar a fins dolorosos e desastrosos, mas nem sempre. O conflito não é bom nem ruim, nem certo, nem errado, ele simplesmente existe.

A maneira como nós encaramos, abordamos e resolvemos nossas diferenças determina, em geral parte, todo o nosso modo de vida. Uma vida sem conforto é uma vida irreal, uma utopia, uma mentira. Confrontos são oportunidades de superação e crescimento.

A Bíblia está repleta de exemplos de confortos. O conforto é uma dádiva. É um estímulo necessário para nos arrancar para fora da mediocridade. O conforto nos traz de volta das posições radicas e extremadas.

O conforto é uma arte que deve ser aprendida por quantos desejam crescer e alcançar a maturidade. Confrontar é permitir e aceitar a divergência. Divergência é discordância, desacordo, discrepância. Quando duas pessoas enfrentam o conforto de modo saudável, a divergência é uma possibilidade.

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Divergir não é a mesma coisa que rejeitar, rechaçar. Divergir é ter uma opinião diferente de outra pessoa. Entre nós existe muitas divergências. Por ex.: Se eu perguntar agora – quem é mais complicado; homem ou mulher? Ou se eu perguntar sabe qual idade para se casar. . .é bem provável que teremos uma divergência de opiniões. Mas nem por isso deixamos de conviver, nos relacionar ou mesmo de nos amar.

Confrontar é oferecer o máximo de informação sobre o seu papel no relacionamento, sobre suas opiniões, sentimentos e seus valores, sem fazer ameaças. Confrontar é uma habilidade que vai se aprendendo pouco a pouco.

Precisamos criar ambientes propícios à pratica do conforto. Ambientes cheios de aceitação, mansidão, amor e apoio. É muito difícil tirar proveito do conforto num ambiente de insensibilidade, hostilidade e ausência de apoio. O conforto é uma das características de pessoas autênticas.

Sem confrontado por seu cônjuge não é problema quando ele o respeita, valoriza e o ama apesar das diferenças. Entretanto, se não existir respeito, compromisso e amor... então corre-se o risco de se ficar irritado com as colocações, perguntas ou respostas que ele nos dá.

Por esta razão, é preciso trabalhar a questão do “importa-se” com a pessoa, antes de querer ir para o conforto. Em outras palavras, antes de ir para o conforto com seu cônjuge, tenha cuidado de criar um ambiente adequado para o conforto.

Na sua opinião, quais são os indícios de que seu cônjuge está se importando com você?

 

Importar-se com o outro é oferecer condições e estimulo para que o outro cresça e se torne aquilo que é ou aquilo que pode vir a ser. Importar-se é ajudar o outro a se aproximar mais e mais da maturidade.

Aquele que está preocupado em aprender a se importar com o outro deve sempre fazer estas perguntas:

1.            Minha atitude ou minha reação favorecem o crescimento do outro?

2.            O que vou fazer, libera o outro para que ele seja o realmente é?

3.            Estou realmente preocupado com seu cônjuge?

4.            Estou, de fato, interessado no bem do meu cônjuge?

5.            Estou tendo uma consideração genuína com meu cônjuge?

 

Conforto sem amor é perigoso. A crítica sempre deve vir antecedida por uma estrutura de apoio. Por exemplo:

As notas dos filho:

Ex. A “– Isso é nota que se tire? Você não tem vergonha da nota que tirou”?

Ex. B “- Vejo que você tirou boas notas, com exceção de matemática. (Veja o exemplo do apóstolo Paulo diante da idolatria no Areópago – Atos 17).

Vestido da esposa:

Ex. A “- você com este vestido está parecendo uma bruxa”.

Ex. B “- Você já experimentou aquele outro vestido azul com bolinhas? Ele fica tão bem em você”.

Uma avaliação tem que vir procedida em empatia Uma consciência de amor sempre nos libera para falarmos com o outro com franqueza. Nunca estaremos autorizados a discordar enquanto não estivermos dispostos a compreender. Por exemplo, quando nosso cônjuge nos decepciona ou nos frustra ou mesmo quando ele nos ofende. Não precisamos aceitar a ofensa pacificamente. Entretanto, antes disso, precisamos tentar compreender: por que será que ele fez isso? O que teria levado ele a agir assim?

Para se tirar proveito do conforto é preciso construir primeiro um bom alicerce nos nossos relacionamentos. Na sua opinião, quais seriam os ingredientes deste alicerce?

 

Quando nos preocupamos com esses fundamentos, então isso nos autoriza a atitudes mais vigorosas como o conforto, a crítica, a avaliação, o conselho e a discussão aberta um com o outro. Por essa razão é preciso investir um bom tempo no estabelecimento deste alicerce. Para tanto, é indispensável analisar o amor que desenvolvo com o outro. É preciso se conscientizar do valor e da dignidade do outro.

O fato de perceber que o outro está errado ou equivocado não me autoriza a ser cruel, agressivo com minhas palavras ou mesmo violento. Isto é ferramenta do velho homem.

Antes de se tornar um discípulo de Jesus você pode ter usado esta estratégia. Entretanto, agora você pode entender que deve deixar para trás estes esquemas e resolver os seus conflitos com classe, com dignidade. Seu casamento será mais gratificante se você aprender a confortar seu cônjuge em amor.

 

EXERCÍCIO

1.Transcreva esses textos da palavra de Deus:

Romanos 14.13:

 

Filipenses 4.5 e 7:

 

Antes de partir para o conforto é preciso criar um ambiente de amor genuíno. Antes de criticar você deveria apresentar uma atitude de apoio, uma opção de solução. Criticar, por criticar, de nada vale. Quando você criticar, deve sempre vir com uma proposta ou alternativa de solução.

Antes de partir para o conforto, é muito importante estar disposto a ouvir o outro. Antes de ir para o conforto é muito importante estar disposto a compreender o outro e vivenciar uma empatia. Se isto for verdade, então o desacordo não será encarado como funesto.

Antes de ir para o conforto é preciso avaliar a questão da confiança. Ser confrontado por uma pessoa não é problema quando se estar certo de que o outro o respeita, valoriza e o ama, apesar das diferenças.

 

2.Você acredita que os confrontos entre você e seu cônjuge tem sido caracterizados pela força e imposição? ...............Dê alguns exemplos:

 

Outro aspecto interessante no lidar com o conforto: Aquele que confronta não deve passar a ideia de que a amizade entre eles depende de uma mudança de vida do que está sendo confrontado.

Muitos de nós adotamos uma atitude soberba e destruída de qualquer matriz de amor, quando nos afastamos de outro irmão de fé só porque ele não quis mudar de opinião ou mesmo de atitude. Isto é meninice, imaturidade crassa.

Quando Pedro envergonhou Jesus ao negá-lo três vezes, Jesus não se afastou dele. Pedro, depois que Jesus foi crucificado e sepultado, voltou à sua profissão de pescador. Jesus poderia ter ficado decepcionado mais uma vez. Entretanto, ele mandou dizer a Pedro que queria ter um encontro com ele na Galileia.

E quando teve esse encontro, Jesus não veio cheio de sermões e exortações. Não deu nenhum “sabão”. Não exigiu explicações e tão pouco usou de retaliação ou castigo. A atitude de Jesus se baseou tão somente em lembrar que o importante era amá-lo. Tu me amas? O interessante de tudo é que logo em seguida Jesus atribui a Pedro uma missão tremendamente importante: “Apascenta as minhas ovelhas!”

Jesus confrontou a Pedro, mas foi num clima de amor, de restauração e de proposta de mudança. O que seria da história de Pedro, da vida dos discípulos e da igreja se essa fosse a atitude de Jesus? Quanta coisa temos que aprender com Jesus no que se refere a conviver com os conflitos em nosso relacionamento!

A aceitação do nosso cônjuge nada tem a ver com acordo ou desacordo. A aceitação não exclui divergências, ela nos libera para divergimos de uma maneira mais franca, efetiva e plena.

Importar-se com nosso cônjuge requer que nos interessemos pela direção de vida que ele está tomando. Interessar-se por ele é oferecer um envolvimento real que possa servir de luz para sua vida. Importar-me com meu cônjuge significa que eu vou deixar a atitude mesquinha de crítica e de murmuração e vou me dedicar a ser instrumento de bênção para a vida. Vou sair do meu afastamento egoísta e vou me aproximar dele de modo genuíno, com amor. Amor acima do sentimento. Amor baseado no desejo de obedecer a Jesus. Amor que deseja ser imitador, ser semelhante a Jesus.

Se você ama, você é fraco. Se você dá valor a seu cônjuge, você deve apresentar a verdade.

3.Você acha que nos confrontos, você tem sido franca(o)?

 

4.E seu cônjuge? Você acredita que ele tem sido franco e leal nos confrontos?

 

Saber confrontar não é questão de diplomacia, tato ou educação. Saber confrontar-nos com nosso cônjuge é, basicamente, deixar que o Espírito Santo libere o seu fruto em você. Em Gálatas 5.22 está escrito:

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.”

O Espírito está pronto para lhe oferecer o que você precisa para saber tira proveito do confronto. Você tem que fazer a sua parte.

 

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